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Novos Cardeias

 
 
Sua Santidade Bento XVI anuncia consistório público para a criação de cardeais
na Solenidade de Cristo Rei do universo

O Código de Direito Canônico, sabiamente, define o perfil dos candidatos ao cardinalato da Santa Igreja Romana:
_____________

Cân. 351 § 1. Para a promoção ao Cardinalado são livremente escolhidos
pelo Romano Pontífice homens constituídos ao menos na ordem do presbiterado,
particularmente eminentes por doutrina, costumes, piedade e prudência no agir. [...]
_____________


Certamente, tais distintivos foram observados nos prelados que foram escolhidos para, a partir do próximo dia 20 novembro, trajarem a púrpura dos Príncipes da Igreja. Certamente, eles sabem que agora o convite da profissão de fé até à efusão do próprio sangue é mais eloquente e que o Santo Padre espera inigualável obediência e ortodoxia doutrinal de sua parte. Eles também sabem que agora encargo maior lhes é confiado e muito mais lhes será cobrado. Quanto mais alta a função, mais fidelidade a ser demonstrada. Portanto, sabendo que todos estes nomeados para o Sacro Colégio são conscientes disso e que corresponderão a essas obrigações, felizmente publicamos os seus nomes anunciados pelo Santo Padre na audiência geral. Dos 24, dez são italianos (dos quais oito são eleitores), quatro africanos - entre eles o Patriarca do Egito, dois alemães, dois norte-americanos, um polonês, um espanhol (não-eleitor), um brasileiro, um equatoriano e um do Sri Lanka. Deles, dois são professos de institutos religiosos.


1. S.E.R. Mons. Angelo Amato,
bispo professo dos Salesianos de São João Bosco (S.D.B.)
Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos;
72 anos


2. Sua Beatitude Antonios Naguib,
Patriarca de Alessandria dos Coptas (Egito);
75 anos


3. S.E.R. Mons. Robert Sarah,
Presidente do Pontifício Conselho "Cor Unum";
65 anos


4. S.E.R. Mons. Francesco Monterisi,
Arcipreste da Basílica Papal de São Paulo fora dos Muros;
76 anos


5. S.E.R. Mons. Fortunato Baldelli,
Penitenciário-mor;
75 anos


6. S.E.R. Mons. Raymond Leo Burke,
Prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica;
62 anos


7. S.E.R. Mons. Kurt Koch,
Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos;
60 anos


8. S.E.R. Mons. Paolo Sardi,
Vice-Camerlengo de Santa Igreja Romana e
Patrono da Soberana Ordem de Malta;
76 anos


9. S.E.R. Mons. Mauro Piacenza,
Prefeito da Congregação para o Clero;
66 anos


10. S.E.R. Mons. Velasio De Paolis,
bispo professo da Congregação dos Missionários de São Carlos,
Presidente da Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé
atual Interventor pontíficio dos Legionários de Cristo;
75 anos


11. S.E.R. Mons. Gianfranco Ravasi,
Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura;
68 anos


12. S.E.R. Mons. Medardo Joseph Mazombwe,
Arcebispo emérito de Lusaka (Zâmbia);
79 anos Itálico

13. S.E.R. Mons. Raúl Eduardo Vela Chiriboga,
Arcebispo emérito de Quito (Equador);
76 anos


14. S.E.R. Mons. Laurent Monsengwo Pasinya,
Arcebispo de Kinshasa (República Democrática do Congo);
71 anos


15. S.E.R. Mons. Paolo Romeo,
Arcebispo de Palermo (Itália);
72 anos


16. S.E.R. Mons. Donald William Wuerl,
Arcebispo de Washington (Estados Unidos da América);
70 anos


17. S.E.R. Dom Raymundo Damasceno Assis,
Arcebispo de Aparecida (Brasil);
73 anos


18. S.E.R. Mons. Kazimierz Nycz,
Arcebispo de Varsóvia (Polônia);
60 anos


19. S.E.R. Mons. Albert Malcolm Ranjith Patabendige Don,
Arcebispo de Colombo (Sri Lanka);
63 anos

20. S.E.R. Mons. Reinhard Marx,
Arcebispo de Munique e Frisinga (Alemanha).
57 anos
Também decidiu-se elevar a dignidade cardinalícia dois bispos e dois padres, que se distinguem pela sua generosidade e dedicação ao serviço da Igreja.

São eles:
(21) 1. S.E.R. Mons. José Manuel Estepa Llaurens,
Arcebispo Ordinário Militar - Bispo castrense - (Espanha);
Itálico84 anos


(22) 2. S.E.R. Mons. Elio Sgreccia,
já Presidente emérito da Pontifícia Academia para a Vida (Itália);
82 anos


(23) 3. Rev.do Mons. Walter Brandmüller,
já Presidente do Pontifício Comitê da Ciência Histórica (Alemanha);


(24) 4. Mons. Domenico Bartolucci,
já Maestro-diretor emérito da Pontifícia Capela Musical (Itália).


Alguns nomes já eram esperados e confirmaram-se. Outros, eram esperados, mas foi nossa expectativa frustrada por motivos até agora desconhecidos. No Brasil, eram citados como candidatos à púrpura nesse ano, primeiramente, o Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, S.E.R. Dom Orani João Tempesta, e o Arcebispo de Belo Horizonte, S.E.R. Walmor Oliveira de Azevedo. Este último foi recentemente nomeado Ordinários para os fiéis orientais sem rito próprio residentes na América Latina, e já é membro da Congregação para a Doutrina da Fé. Contudo, lembremo-nos que o Cardeal Cláudio Hummes só foi criado cardeal em 2001, quase três anos após sua nomeação para o Arcebispado de São Paulo (Brasil). Portanto, os dois brasileiros anteriormente citados ainda podem esperar. Tornar-se-á vacante de purpurado a Sé Primacial de São Salvador da Bahia, tão logo o Santo Padre aceitar o pedido de renúncia de Sua Eminência Dom Geraldo Magela Agnelo.

Outro nome era esperado para constar no católogo dos nomeados para o Colégio Cardinalício, porém, por motivo desconhecido (mas imaginado), não foi escolhido para deixar de vestir sua batina violácea e trajar, a partir de 20 de novembro próximo, a púrpura. É ele o Arcebispo Rino Fisichella foi transferido para o novo Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, tido por famoso e maior eclesiólogo italiano. Com tantas "virtudes", é estranho seu nome não elencar entre os prelados anunciados por Bento XVI. Há quem diga que isso deve-se às suas atitudes quando era Predidente da Pontifícia Academia para a Vida.

Outros dizem que o Santo Padre escolheu a dedo os eleitores do próximo conclave. Contudo, isso não é pura verdade. Há muitos que se opõem ao Summorum Pontificum e à celebração da missa na forma extraordinária. A surpresa não são os maus nomes, mas os bons, entre eles Piacenza e Burke.

Com esse novo consistório, o Senado do Papa passa a ter 203 membros (38 nomeados por Bento XVI), dos quais 121 são eleitores.

Ao fim do anúncio, o Romano Pontífice enfatiza que o elenco demonstra a universalidade da Igreja, e pede que rezemos pelos eleitos, confiando-os à "especial intercessão da Santíssima Mãe de Deus".
 
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Cardeiais Brasileiros

 
Um cardeal é um alto dignitário da Igreja Católica, que assiste o Papa em diversas competências. Os cardeais, também chamados purpurados, pela cor vermelho-carmesim da sua indumentária, são considerados, na diplomacia como "príncipes da Igreja". A etimologia do termo cardeal encontra-se no latim cardo/cardinis, em português gonzo ou eixo, algo que gira, neste caso em torno do Papa.
Os cardeais são nomeados pelo Papa em ocasiões específicas na presença dos restantes membros do Colégio Cardinalício ([consistório]). O título, segundo o Código de Direito Canónico, distingue homens notáveis pela sua doutrina, piedade e prudência na condução dos assuntos.
De facto, a nomeação de cardeais é uma indicação política sobre o pontificado em curso e a futura eleição papal, já que são os cardeais que em conclave elegem o futuro papa. O Sumo Pontífice pode também escolher alguém para cardeal e não divulgar o seu nome, permanecendo assim em segredo. Neste caso, designa-se por cardeal in pectore. Isto é aplicado em países onde o Cristianismo sofre perseguições. Factualmente, porém, esse escolhido não é cardeal até ser criado publicamente num consistório, pelo que não adquire qualquer dos direitos ou privilégios inerentes ao barrete cardinalício nem participa no conclave para eleger um novo papa. Tal não impede, no entanto, de exercer a função primordial dos cardeais: aconselhar, sob pedido, o Romano Pontífice. Por tradição, o cardeal in pectore é publicamente criado no primeiro consistório após terminado o perigo que impedia a criação. Por morte do papa que o escolhera já in pectore - no coração, secretamente - ou por morte do escolhido ou ainda porque o perigo nunca cessou, muitos destes eleitos nunca chegam a cardeais stricto sensu.
O número de cardeais eleitores tem variado ao longo da história. Em 1586 o Papa Sisto V fixou o seu número em setenta. No consistório secreto de 1973, o Papa Paulo VI limitou o número de cardeais eleitores a 120, o que foi mantido pelo Papa João Paulo II. A 13 de Julho de 2006 e após o primeiro consistório do Papa Bento XVI (24 de Março de 2006) o Colégio dos Cardeais contava com 191 membros, dos quais 120 eram eleitores.
Os cardeais reunidos em consistório assistem o Papa nas suas decisões. Os consistórios podem ser:
Ordinários: reúnem os cardeais presentes em Roma
Extraordinários: reúnem todos os cardeais.

Os cardeais podem ter responsabilidades na Cúria Romana, a administração da Igreja. Os cardeais da Cúria devem residir em Roma. Os cardeais com menos de oitenta anos são os eleitores para Papa (ver conclave sobre a eleição do Papa).
Os cardeais têm direito ao gallero (chapéu eclesiástico) púrpura de trinta borlas. Para além do gallero o brasão de armas de um cardeal segue as normas heráldicas eclesiásticas. No caso do cardeal ser também arcebispo, pode incluir a cruz de dois braços por trás do brasão. Após receberem o barrete e anel cardinalício os cardeais tomam simbolicamente posse das igrejas de que são titulares. Apesar de não terem sobre elas qualquer jurisdição, o respectivo brasão é, por norma, colocado na parede da respectiva igreja.

Os prelados escolhidos para o Colégio Cardinalicio tornam-se cardeais assim que a nomeação é tornada pública. Os cardeais devem depois na presença do Romano Pontífice pronunciar o juramento de fidelidade:
Eu (nome e apelido), Cardeal da Santa Igreja Romana, prometo e juro
ser fiel, desde agora e para sempre, enquanto viva, a Cristo e ao seu Evangelho,
sendo constantemente obediente à Santa Igreja Apostólica Romana, ao
bem-aventurado Pedro na pessoa do Sumo Pontífice e dos seus sucessores
canonicamente eleitos; manter sempre com palavras e obras a comunhão com a
Igreja Católica; não revelar a ninguém o que se me confie em segredo, nem
divulgar aquilo que poderá acarretar dano ou desonra à Santa Igreja; desempenhar
com grande diligência e fidelidade as tarefas para as quais estou chamado no meu
serviço à Igreja, segundo as normas do Direito. Que assim me ajude Deus
omnipotente.
Posteriormente decorre uma cerimónia especial na qual o papa confere a cada cardeal o barrete cardinalício (ao contrários dos demais barretes o barrete cardinalicio não tem qualquer borla) e ainda o anel. A entrega do barrete cardinalicio é precedida da antiga oração:
Ad laudem omnipotentis Dei et Sanctae Sedis
ornamentum, accipe galerum rubrum, insigne singularis dignitatis cardinalatus,
per quod designatur quod usque ad mortem et sanguinis effusionem inclusive pro
exaltatione sanctae fidei, pace et quiete populi christiani, augmento et statu
sacrosanctae romanae Ecclesiae, to intrepidum exhibere debeas, in nonaine Patris
et Filii et Spiritus Sancti.


"Para a maior glória de Deus omnipotente e o bem da Santa
Sé, aceita este barrete púrpura, insígnia singular da dignidade cardinalícia
pela qual e até á morte, mesmo que na efusão do sangue, com intrépido vigor
defenderás a fé, promoverás a paz e o bem do povo cristão e promoverás a
liberdade e a expansão da Santa Igreja Romana. Em nome do Pai e do Filho e do
Espírito Santo.
O anel cardinalício é de ouro e contem na sua face a imagem escolhida pelo papa a vigência do seu pontificado. O Papa Bento XVI escolheu uma imagem de Cristo crucificado. No interior do anel estão também gravadas as armas do Pontífice.

Os cardeais são normalmente designados por "Eminência Reverendíssima" e gozam do direito de incluir antes do seu sobrenome a palavra "Cardeal". Como exemplo e ainda que tal não seja habitual na língua portuguesa, o patriarca de Lisboa é "Sua Eminência Reverendíssima Dom José Cardeal da Cruz Policarpo".

Os cardeais gozam de alguns privilégios especiais ainda que grande parte deles tenham sido abolidos após o Concílio do Vaticano II com a reformas da liturgia e da Cúria Romana. Ainda assim, e para além da faculdade de elegerem o sumo pontífice, gozam do privilégio de poderem celebrar missa e ouvir confissões em qualquer lugar sem prévia autorização do respectivo ordinário e não podem igualmente ser julgados pelos tribunais eclesiásticos estando essa função reservada directamente ao pontífice.
Sua Eminência Reverendíssima D. Odilo Pedro Cardeal Scherer
Sua Eminência Reverendíssima D. Eusébio Oscar Cardeal Scheid
Sua Eminência Reverendíssima D. Geraldo Majella Cardeal Agnelo

Sua Eminência Reverendíssima D. Frei Cláudio Cardeal Hummes
Sua Eminência Reverendíssima D. Serafim Fernandes de Cardeal Araújo

Sua Eminência Reverendíssima D. José Freire Cardeal Falcão

Sua Eminência Reverendíssima D. Frei Paulo Evarito Cardeal Arns

Sua EminênciaReverendíssima D. Eugênio de Araújo Cardeal Sales
 
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Como se elege um Cardeal?

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Novo Cardeal Brasileiro

O Papa Bento XVI anunciou que o Arcebispo de Aparecida e atual presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) , Dom Raymundo Damasceno Assis, está na lista dos 24 novos cardeais que serão criados no Consistório do próximo dia 20 de novembro.

"Os Cardeais têm a missão de ajudar o Sucessor do Apóstolo Pedro no cumprimento de sua missão de princípio e fundamento perpétuo e visível da comunhão na Igreja (cf. Lumen gentium, n. 18)", explicou o Santo Padre ao fazer o anúncio, logo após a Catequese.

Os novos cardeais provêm de quatro continentes: 15 europeus (incluindo 10 italianos); 4 africanos e americanos, 1 asiático.

Este será o terceiro Consistório do Pontificado de Bento XVI. Os cardeais chegarão a um total de 203, dos quais 121 eleitores. Os integrantes da Cúria Romana nomeados são:

 - prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Dom Angelo Amato;
 - prefeito da Congregação para o Clero , Dom Mauro Piacenza;
 - presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Dom Gianfranco Ravasi;
 - penitenciário-mor do Tribunal da Penitenciária Apostólica, Dom Fortunato Baldelli;
 - presidente da Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé, Dom Velasio De Paolis.
 - prefeito do Tribunal da Assinatura Apostólica, Dom Raymond Leo Burke;
 - presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Dom Kurt Koch;
 - presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, Dom Robert Sarah.

Também receberão o barrete cardinalício:

 - pró-patrono da Ordem de Malta, Dom Paolo Sardi;
 - Arcipreste da Basílica de São Paulo, Dom Monterisi Francis.

Entre os bispos à frente de dioceses, serão criados cardeais:

 - Arcebispo de Palermo, Dom Paolo Romeo;
 - Arcebispo de Mônaco da Baviera, Dom Reinhard Marx;
 - Arcebispo de Varsóvia, Dom  Kazimierz Nycz;
 - Arcebispo de Washington, Dom Donald W. Wuerl;
 - Arcebispo de Kinshasa, Dom Laurent Monsengwo Pasinya;
 - Arcebispo emérito de Lusaka, Dom Medardo Joseph Mazombwe;
 - Arcebispo de Colombo, Dom Malcom Ranjith Patabendige Don;
 - Arcebispo emérito de Quito, Dom Raúl Eduardo Vela Chiriboga;
 - Patriarca de Alexandria dos Coptas, Dom Antonio Naguib.

Finalmente, o Papa também criará quatro cardeais com mais de oitenta anos e, portanto, não-eleitores no conclave. São eles:

 - Arcebispo emérito Ordinário Militar da Espanha, Dom José Manuel Estepa Llaurens;
 - antigo presidente da Pontifícia Academia para a Vida, Dom Elio Sgreccia;
 - o ex-Maestro Diretor da Capela Musical Pontifícia Sistina, padre Domenico Bartolucci;
 - o ex-presidente da Pontifícia Comissão de Ciências Históricas, padre Brandmüller Walter.

"Na lista dos novos Purpurados, reflete-se a universalidade da Igreja; de fato, eles provêm de várias partes do mundo e desenvolvem diferentes tarefas a serviço da Santa Sé ou através do contato direto com o Povo de Deus enquanto Padres e Pastores das Igrejas Particulares. Convido-vos a rezar pelos novos Cardeais, pedindo a particular intercessão da Santíssima Mãe de Deus, a fim de que desenvolvam frutuosamente seu ministério na Igreja", concluiu o Pontífice.

FONTE:http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=278393
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Colégio Cardenalício



O título de Cardeal foi reconhecido pela primeira vez durante o pontificado de Silvestre I (314-335). O termo vem da palavra latina cardo, que significa "bisagra". A criação de cardeais se dá por decreto do Romano Pontífice, que elege para ser seus principais colaboradores e assistentes.
Em princípio, o título de Cardeal era atribuído genericamente a pessoas a serviço de uma igreja ou diaconia, reservando-o mais tarde aos responsáveis das Igrejas titulares de Roma e das igrejas mais importantes da Itália e do estrangeiro. Desde tempos do Papa Nicolau II em 1059 e gradualmente até 1438 com o Papa Eugênio IV, este título adquiriu o prestígio que o caracteriza hoje.
O Colégio Cardinalício foi instituído em sua forma atual em 1150: conta com um Decano -o Bispo de Ostia, que conserva a Igreja que tinha antes em título-, e um Camerlengo, que administra os bens da Igreja quando a Sede de Pedro está vaga. O Decano é eleito dentre os cardeais de ordem episcopal que têm o título de uma Igreja suburbicária (Cânon 352, par.2) -as sete dioceses mais próximas de Roma (Albano, Frascati, Ostia, Palestrina, Porto-Santa Ruffina e Velletri-Segni).
Os cânones 349 a 359 descrevem as responsabilidades do Colégio.
O cânon 349 afirma: "Os Cardeais da Santa Igreja Romana constituem um Colégio especial cuja responsabilidade é prover à eleição do Romano Pontífice, de acordo com a norma do direito peculiar; assim mesmo, os Cardeais assistem o Romano Pontífice, tanto colegialmente -quando são convocados para tratar juntos questões de mais importância-, como pessoalmente, mediante as diversas funções que desempenham, ajudando sobretudo ao Papa em seu governo cotidiano da Igreja universal".
O número de Cardeais variou até quase fins do século XVI e seguiu crescendo ao rítmo dos sucessivos desenvolvimentos dos assuntos da Igreja. Os Concílios de Constancia (1414-18) e Basiléia (1431-37), limitaram o número de cardeais a 24. Mas em tempos de Paulo IV (1555-59), o número aumentou a 70 e depois a 76 sob Pio IV (1559-65). Sixto V, com a Constituição 'Postquam verus' de dezembro de 1586, fixou o número de cardeais para 70.
Mas este número voltou a aumentar até alcançar 144, depois do Consistório de março de 1973. Paulo VI, no Motu próprio "Ad purpuratorum patrum" do 11 de fevereiro de 1965, estendeu o Colégio Cardinalício para incluir aos Patriarcas orientais. "Os Patriarcas orientais que formam parte do Colégio dos Cardeais têm como título sua sede patriarcal" (Cânon 350, par.3).
O Cânon 350, par. 1 afirma: "O Colégio cardinalício se divide em três ordens: o episcopal - a que pertenecem os Cardeais aos quais o Romano Pontífice atribui como título uma Igreja suburbicária e os Patriarcas orientais destinados ao Colégio cardinalício-, o presbiterial e o diaconal".
O Colégio Cardinalício tem se internacionalizado notavelmente nos últimos 30 anos. Os requisitos para serem eleitos são, mais ou menos, os mesmos que estabeleceu o Concílio de Trento em sua sessão XXIV do 11 de novembro de 1563: homens que receberam a ordenação sacerdotal e se distinguem por sua doutrina, piedade e prudência no desempenho de seus deveres.
Como conselheiros do Papa, os cardenais atuam colegialmente com ele através dos Consistórios, que o Romano Pontífice convoca e se desenvolvem sob sua presidência. Os Consistórios podem ser ordinários ou extraordinários. No consistório ordinário se reúnem os cardeais presentes em Roma, outros bispos, sacerdotes e convidados especiais. O Papa convoca estes Consistórios para fazer alguma consulta sobre questões importantes ou para dar solenidade especial a algumas celebrações. Ao Consistório extraordinário são chamados todos os cardeais e se celebra quando requerem algumas necessidades especiais da Igreja ou assuntos de maior gravidade.
Desde 1059, os Cardeais têm sido os únicos eleitores do Papa a quem elegem em conclave, seguindo as últimas orientações da Constituição Apostólica de João Paulo II "Universi Dominici gregis", de 22 de fevereiro de 1996. Durante o período de "sede vacante" -da Sede Apostólica-, o Colégio Cardinalício desempenha uma importante função no governo geral da Igreja e, depois dos Pactos Lateranenses de 1929, também no governo do Estado da Cidade do Vaticano.
Até 14 de dezembro de 2000, formavam parte do Sagrado Colégio Cardenalício 141 membros.
44 deles têm 80 anos de edade e segundo a Constitução Apostólica Universi Dominici Gregis, não podem participar do conclave para a eleição de um novo Pontífice. Os Cardenais eleitores são 98 e os vacantes 22. Além disso, existem 2 Cardeais que foram criados in pectore no consistório de 21 de fevereiro de 1998. Sua criação se faz efetiva somente se e no momento em que o Pontífice publica seus nomes.
Geralmente, é pedido ao Cardeais que apresentem a demissão quando cumprem os 75 anos de idade. Aqueles que têm mais de 80, não podem participar no conclave. Deixam também de ser Membros dos Escritórios da Cúria Romana ou de qualquer outro organismo ou dicastério da Santa Sede.
Os Cardenales são tratados por "Sua Eminência" ou "Eminência". Aos que trabalham para a Cúria Romana e residem na Cidade do Vaticano ou em Roma, são cosiderados cidadãos da Cidade do Vaticano. (Adaptado do Vatican Information Service)
Com o anúncio do Papa João Paulo II da criação de sete novos cardeais, adicionais aos 37 anunciados há pouco, o Colégio Cardenalício ascende à cifra recorde de 185 membros, dos quais 135 são eleitores que poderão participar em um eventual conclave na Capela Sixtina para a eleição de um novo Papa.
O número de cardeais que tem mais de 80 años, e que portanto perderam seu direito de eleger a um novo Pontífice, foi elevado a 50.
Em 21 de fevereiro, dia em que haverá o consistório, serão 133 purpurados com menos de 80 anos e até o fim do ano, a cifra diminuirá para 130.
Acrescentando sete nomes ao consistório do próximo 21 de fevereiro, o Santo Padre aumentou ulteriormente a distância com respeito aos precedentes de consistórios numerosos do passado em particular o de 1969 no qual o Papa Montini (Paulo VI) criou 33 novos cardeais (um a mais que Pio XII, que no consistório de 1946 havia criado 32).

FONTE: http://www.acidigital.com/Cardeais/colegio.htm
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